Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Nacional

Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Nacional

Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Nacional

Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Nacional, completaria 96 anos no último 19 de setembro. Nesses tempos de desesperança e de desmonte na Educação no nosso País, achei por bem elaborar esse texto.

A referência ao nascimento de Paulo Freire merece, precisa ser comemorada e celebrada. Filósofo, Bacharel em Direito, Educador Popular, Freire nos brindou com uma vida acadêmica, política e social, consistente e coerente no tocante aos nossos melhores sonhos por uma educação libertadora, emancipadora, critica e voltada para a libertação, para promover o pleno desenvolvimento de nossas potencialidades enquanto seres em constante e permanente formação.

Trabalhou como gestor, secretário de educação de Luiza Erundina na gestão da capital paulista. Gestão marcada pela melhoria das condições das escolas, que foram tornadas bonitas e com melhores condições para receber os educandos e toda a comunidade. Marcada pela democratização da gestão e das instituições educativas, com colegiados participativos e conselhos de escola. Marcada pela melhoria das condições de trabalho e valorização dos trabalhadores em educação.

Paulo Freire é nossa maior expressão no campo educacional, referência fundamental para quem trabalha em prol de uma educação de qualidade social; um dos autores brasileiros mais lidos e celebrados, no Brasil e no mundo.

Comemorar, refletir e viver a obra freireana é colaborar para a apropriação crítica do mundo em que vivemos e, portanto, é um chamamento para, em comunhão, trabalharmos para a sua transformação. Para Freire, educar é uma forma de intervenção no mundo. Diz Freire:

Outro saber de que não posso duvidar um momento sequer na minha prática educativo-crítica é o de que, como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Dialética e contraditória, não poderia ser a educação só uma ou só a outra dessas coisas. Nem apenas reprodutora nem apenas desmascaradora da ideologia dominante
No passado, no presente e no futuro Freire convida, convoca para trabalharmos por uma educação que promova emancipação e represente, portanto, uma forma de intervenção, critica, no mundo.

Paulo Freire presente!

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